Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

Pensamentos

 

O Guerreiro da Luz olha a vida com firmeza. Está diante de um mistério, cuja resposta encontrará um dia.

Volta e meia, diz para si mesmo:

"Mas esta vida parece uma loucura".

Ele tem razão. Entregue ao milagre do quotidiano, apercebe-se de que nem sempre é capaz de prever as consequências dos seus actos. Às vezes, age sem saber que está a agir, salva sem saber que está a salvar, sofre sem saber porque está triste.

 

Sim, esta vida é uma loucura.

Mas a grande sabedoria do Guerreiro da Luz consiste em escolher bem a sua loucura.

 

                                                              Paulo Coelho, in "Manual do Guerreiro da Luz" 

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publicado por picarota310172 às 17:44
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Our Song...

I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you're far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
And every moment spent with you
Is a moment I treasure

I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, babe
And I don't wanna miss a thing

Lying close to you
Feeling your heart beating
And I'm wondering what you're dreaming
Wondering if it's me you're seeing
Then I kiss your eyes and thank God we're together
And I just wanna stay with you
In this moment forever, forever and ever
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publicado por picarota310172 às 16:52
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Meu ANJO

Ao longo da vida aprendemos imensas coisas: boas, más, divertidas, complicadas...enfim! Coisas.

Também aprendemos a amar, a odiar, a gostar por interesse ou incondicionalmente...

Aprendemos a duvidar e a confiar.

A certa altura da minha vida pensei que nunca mais iria amar, o ódio apoderara-se do meu coração e teimava em ficar.

Lancei-me numa guerra sem tréguas contra o tempo, queria apagar da minha memória tudo o que me feria, todo o mal que me tinha causado tanta dor.

Isolei-me. Ergui uma muralha à minha volta e no meu mundo só entrava quem eu queria (e eu queria pouco).

Trabalhava dia e noite, para pagar contas, a escola da miúda, o carro, a comida, a roupa...

E foi assim durante algum tempo!

Até que um dia um anjo me visitou. Não tinha asas, mas tinha um coração imenso e uma voz de sonho.

E esse anjo fez-me perceber que não devemos viver presos no passado, porque alguém, no presente, precisa de nós.

"Devemos viver hoje, com os ensinamentos de ontem...e o amanhã será um reflexo disso, mas nada mais do que um reflexo..."- disse-me.

Apaixonei-me pelo anjo, pelas coisas lindas que me dizia, por gestos amorosos que tinha, pela sua alma e pelo seu coração.

A vida é curiosa, não é?

A rotina é traiçoeira, faz-nos esquecer muitas vezes que aquela pessoa que está ao nosso lado merece bem mais do que aquilo que recebe de nós.

Mas andamos demasiado ocupados com os nossos problemas, com os nossos fantasmas, demasiado ocupados para oferecer um carinho, um simples beijo ou uma simples palavra de afecto...

E pelo caminho alguma coisa vai morrendo, a monotonia do dia a dia apodera-se aos poucos do romance, da magia inicial da relação...e surgem as discussões, umas atrás das outras, muitas vezes desnecessárias e sem qualquer fundamento.

E estou aqui, meu anjo, para te dizer que apesar da rotina, da monotonia do dia a dia, dos problemas, dos fantasmas, das discussões, continuo a amar-te como da primeira vez.

As coisas nem sempre são como sonhamos, e a nossa vida tem sido complicada...

Não duvides de mim nem dos meus sentimentos, peço-te.

És o meu porto de abrigo, aquele que um dia me acolheu no meio de uma grande tempestade.

És o marido mais querido, mais amigo e mais leal que alguma mulher pode ter.

E eu amo-te muito, para sempre.

 

 

 

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publicado por picarota310172 às 15:45
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2006

Histórias de sempre...

 

Esta é uma história que o meu querido paizinho contava...

Havia, há muitos e muitos anos, determinado sítio, algures no mundo, em que as pessoas, homens e mulheres, ao atingirem uma certa idade eram levados para um monte, pelos filhos, para aí morrerem.

Naquele dia, o filho levava o pai para o monte. Este último caminhava, pesadamente... os longos e árduos anos de trabalho a curvarem-lhe as costas para a frente...

Chegados lá, o homem mais novo tirou do saco que levava ao ombro uma manta e entregou-a ao mais velho: "Para te aqueceres nas noites mais frias", disse.

Então, o pai deste pegou numa navalha que trazia no bolso, rasgou a manta em dois pedaços, e entregou-lhe uma das partes.

Surpreendido com aquele gesto perguntou: "Para que fizeste isto meu pai?"

Ao que o sábio homem lhe respondeu: "Guarda-a meu filho; daqui a alguns anos será o teu filho a vir deixar-te aqui e assim já tens manta para te agasalhar".

 

 

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publicado por picarota310172 às 00:34
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

Quem?...

Quem é que nunca reprimiu sentimentos ou palavras?

Quem é que nunca teve vontade de gritar, de injuriar, de espernear?

Quem nunca escondeu um sorriso, uma lágrima, uma dor ou uma alegria?

Quem é que nunca amou?

Quem é que nunca odiou?

Quem nunca desejou estar onde não está? Ser quem não é? Ter o que não tem?

Nunca ter nascido?!

Nunca ter perdido quem se amou?

Quem nunca quis ser perfeito?

Quem nunca quis não sofrer?

Quem é que nunca pôs em causa Deus e toda a sua magnificência?

Quem?...

 

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publicado por picarota310172 às 01:37
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Domingo, 22 de Outubro de 2006

Espírito inquieto...

Tenho a alma vazia...fui tomada pela inércia...

Lá fora está cinzento, a chuva cai triste e compassadamente, trazendo-nos à memória o frio do outono e os dias intermináveis de tempestade.O mar pôs-se negro e carrancudo...

É Domingo,um dia como tantos outros: nada para fazer, lugar nenhum para ir.

Monotonia rotineira de quem vive numa ilha.

Adormeço...e lentamente sou transportada para outro lugar, outra dimensão; um mundo onde não há dor, nem desilusão, nem sofrimento...

Há cor e música por todo o lado e o vento canta doces melodias às flores que balançam alegremente ao ritmo das suas canções.

O mar vestiu-se de um azul tão celeste que me faz pensar que ele e o céu combinaram as cores dos seus vastos mantos para me acolherem de forma ainda mais harmoniosa...

Lá ao longe vejo um vulto que se aproxima...caminha lentamente para mim e parece conhecer-me, porque se mostra determinado na sua rota.

Tenho os olhos semicerrados pela luz do sol e o cheiro da terra quente impede que raciocine com clareza...

Há uma névoa dourada em torno daquele ser, algo que me perturba e me deixa inquieta e insegura...o que será?...

Penso que poderá ser um anjo, o meu anjo da guarda, que me vem dizer que estou a sonhar...que está tudo bem... é apenas um sonho.

Mas ao aproximar-se mais verifico que não se trata de um anjo. É um homem, anda como um homem, com passos longos e determinados que eu  em tempos seguia com admiração.

Sinto a minha boca abrir-se de perplexidade e dela oiço sair um som, um sussurro..."Pai..."

E uma lágrima queima-me o rosto, de saudade contida e dor causada pela brusca separação

"Pai, és tu?"

Mas ele não fala. Estende-me simplesmente a mão, aquelas mãos que eu tantas vezes acariciei, aquelas mãos que me guiaram ao longo do meu caminho, que me ampararam quando alguém ou alguma coisa me fez cair...que lindas eram as suas mãos...

Corro para ele, mas curiosamente não saio do mesmo lugar.

Ele sorri para mim, com aquele sorriso que me transmitia tanta paz... e finalmente ouço-o falar. Diz-me que está bem e que já não volta mais. Mas não quer ver-me triste nem a chorar, porque estará sempre comigo, nos meus sonhos e no meu coração.

"Pai, não vás!"

Mas já ele se afastava, tão lentamente quanto tinha chegado e com a mesma névoa dourada em seu redor.

Fico fraca, frustrada pela pequenez do momento, mas feliz por revê-lo, por poder ouvir de novo a sua voz.

Novamente uma lágrima que cai, não sei se é de tristeza ou de felicidade...sinto-me vazia e com o coração apertado.

Quero acordar, sair dali!

Tenho frio...de repente o céu ficou escuro, a chuva ameaça cair a qualquer instante, o mar está escuro e agita-se ferozmente...

As flores murcharam e o sol desapareceu...já não há cor, nem música...só o cinzento triste daquele Domingo, um dia igual a tantos outros...

Nada para fazer... Lugar nenhum para ir...

Apenas mais um dia da minha vida.

 

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publicado por picarota310172 às 18:26
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