Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Confissões

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amado,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegaste à minha vida
com o que trazias,
feito
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

sinto-me:
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publicado por picarota310172 às 16:04
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3 comentários:
De MT-Teresa a 11 de Dezembro de 2006 às 20:58
Comovente este teu testemunho de amor

Parabéns, gostei muito

Bj
Teresa


De picarota310172 a 11 de Dezembro de 2006 às 22:44
Bigada miga,
sabes como é...isto do amor, primeiro estranha-se depois entranha-se!!
Jokas
Picarota


De JP a 12 de Dezembro de 2006 às 18:45
Andei por aqui, nas tuas páginas, e vi os vários estádos de espirito porque passas-te nos últimos tempos. O teu sitio é um espelho de ti.
Se não te importares, voltarei...


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